Voltar no tempo, mais precisamente no período colonial, das fazendas de café e do trabalho escravo, é o que fazemos ao percorrer algumas trilhas dentro dos limites da Floresta da Tijuca em direção às ruínas históricas.
Resquícios de casarões das fazendas de café, edificações
diversas da época colonial fazem parte da Floresta da Tijuca.

Com o crescimento acelerado após a chegada do príncipe
regente D. João ao Rio de Janeiro, muitos europeus procuraram as terras
localizadas no alto das montanhas para se instalar e fugir do calor.

Grandes secas na cidade fizeram com que o governo imperial
reunisse esforços para proteger os rios e seus mananciais. As fazendas então
foram desapropriadas pelo Estado e, entre 1861 e 1888, mais de 130 mil mudas
foram replantadas. A vegetação cresceu e tomou conta do que eram as chácaras de
café, cobrindo parte das edificações ali construídas.

Uma das maiores ruínas do parque pertencia a Guilherme Midosi. Atualmente, ela se encontra em frente ao restaurante "A Floresta", o qual foi construído em cima da onde era a senzala dessa propriedade. É interessante notar que Midosi deixou, em testamento, grandes legados para seus escravos. Quando o reflorestamento se iniciou a casa de Midosi passou a ser a residência do Major Archer (então administrador da Floresta), e continuaram a residir na senzala seis escravos já idosos, que trabalharam no reflorestamento. Eles eram Maria, Manoel, Leopoldo, Constantino, Eleutério e Mateus.
Interessante também notar que, muitas das propriedades estavam no nome de mulheres, o que era bem incomum na época.